A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu o inquérito que investigava as agressões sofridas pelos cães Orelha e Caramelo, caso que gerou grande comoção nas redes sociais e mobilizou entidades de proteção animal. De acordo com a apuração, adolescentes tiveram participação direta nos atos de violência registrados contra os animais.
O caso veio à tona após a circulação de imagens e relatos que indicavam maus-tratos, o que levou à abertura imediata de investigação pelas autoridades. Durante o inquérito, foram reunidas provas, depoimentos e laudos que confirmaram a prática das agressões.
Segundo a Polícia Civil, os adolescentes foram identificados após a análise de vídeos, testemunhos e informações coletadas ao longo das diligências. Por se tratar de menores de idade, o caso será encaminhado à Vara da Infância e Juventude, seguindo os trâmites previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
As autoridades reforçaram que, embora não haja responsabilização criminal nos moldes aplicados a adultos, medidas socioeducativas podem ser aplicadas, conforme a gravidade da conduta.
Os cães Orelha e Caramelo receberam atendimento veterinário e, segundo informações divulgadas, estão sob cuidados adequados. Organizações de proteção animal acompanharam o caso de perto e cobraram providências das autoridades, destacando a importância da punição e da conscientização para evitar novos episódios de violência.
A Polícia Civil destacou ainda que maus-tratos contra animais são crime, conforme a legislação brasileira, e que casos envolvendo adolescentes exigem atenção redobrada, tanto do ponto de vista legal quanto social e educacional.
“O combate aos maus-tratos passa não apenas pela punição, mas também pela conscientização e pela educação”, afirmou a corporação em nota.
O caso provocou forte repercussão em Santa Catarina e reacendeu o debate sobre violência contra animais e a responsabilidade de famílias e instituições na formação de crianças e adolescentes. Entidades de defesa animal reforçam a necessidade de denúncias sempre que situações semelhantes forem identificadas.
A Polícia orienta que casos de maus-tratos sejam comunicados imediatamente às autoridades para garantir a proteção dos animais e a responsabilização dos envolvidos.