BRB apresenta ao Banco Central plano de seis meses para recompor capital

O presidente do Banco de Brasília (BRB), Nelson de Souza, esteve na sede do Banco Central no fim da tarde desta sexta-feira (6) para entregar um documento que detalha as medidas destinadas a restaurar a liquidez da instituição em até seis meses.

Segundo o plano, o BRB pretende contrair empréstimos junto a outras instituições financeiras, incluindo bancos privados e o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Além disso, o banco prevê a venda de ativos, principalmente de sua carteira imobiliária. Desde o início da crise, a instituição já teria negociado cerca de R$ 5 bilhões em ativos próprios.

A estratégia também engloba a tentativa de alienar fundos de investimento comprados do Banco Master. Nos últimos dias, Nelson de Souza manteve reuniões em São Paulo para encontrar potenciais compradores desses fundos.

Relatório preliminar entregue ao BC e à Polícia Federal

No começo da semana, o BRB havia encaminhado ao Banco Central um relatório preliminar produzido por auditoria externa independente, que apontou “achados relevantes”. O mesmo documento foi enviado à Polícia Federal, que abriu inquérito para apurar suspeita de gestão fraudulenta nas operações de compra e venda de ativos originadas do Banco Master.

As investigações estimam que a fraude pode chegar a R$ 12 bilhões em carteiras de crédito inexistentes adquiridas pelo BRB. Desse montante, o banco conseguiu substituir ou liquidar pelo menos R$ 10 bilhões.

Com a entrega do novo plano ao Banco Central, a direção do BRB busca demonstrar capacidade de recompor capital e garantir a continuidade de suas operações dentro do prazo previsto.

Com informações de CNN Brasil

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