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António José Seguro vence presidência portuguesa após união de partidos contra extrema direita

O socialista António José Seguro foi eleito presidente de Portugal com 66,8% dos votos, mais do que o dobro obtido pelo adversário ultradireitista André Ventura, segundo os resultados divulgados neste domingo (9/2/2026). A vitória foi facilitada por um amplo “cordão sanitário” que reuniu siglas de centro-esquerda e centro-direita para conter o avanço da candidatura radical.

No primeiro discurso após o anúncio oficial, Seguro declarou que “os vencedores desta noite são os portugueses e a democracia” e prometeu exercer um mandato “livre, atento às pessoas e às instituições”. A participação eleitoral foi considerada recorde, impulsionada também pelas recentes tempestades climáticas que intensificaram o debate público.

Com um posicionamento de moderação, o novo presidente recebeu apoio transversal no espectro político, fator decisivo para bloquear a ascensão de Ventura, conhecido por críticas a imigrantes, ciganos e ao sistema político. O resultado anima o Partido Socialista, que vinha de desempenho fraco nas últimas legislativas.

Comentando a disputa, o escritor e analista Miguel Sousa Tavares afirmou à CNN Portugal que a maioria do eleitorado “derrotou o populismo, a demagogia e a política feita de mentiras”.

Apesar da derrota, Ventura celebrou ter conquistado mais votos do que o primeiro-ministro Luís Montenegro nas eleições parlamentares e voltou a se apresentar como futuro líder da direita portuguesa. Fundado há sete anos, o Chega possui hoje 60 assentos e é a segunda maior bancada do Parlamento. O objetivo declarado do candidato é alcançar o cargo de primeiro-ministro, meta que esbarrou na união de partidos tradicionais que o isolaram na corrida presidencial.

Com informações de G1

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