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Brasil apura seis mortes suspeitas de pancreatite após uso de canetas emagrecedoras

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) investiga seis mortes no Brasil relacionadas a quadros de pancreatite em usuários de canetas injetáveis para emagrecimento ou controle de diabetes. As notificações envolvem os medicamentos Ozempic, Saxenda e Mounjaro, principais marcas dessa classe terapêutica no país.

Casos em detalhe

De acordo com o painel Vigimed, mantido pela Anvisa, foram registrados:

• 2 óbitos suspeitos em pacientes que utilizaram Ozempic;

• 3 óbitos suspeitos em usuários de Saxenda;

• 1 óbito suspeito em paciente que fazia uso de Mounjaro.

Além dos seis óbitos, o órgão federal recebeu mais de 200 relatos de problemas no pâncreas possivelmente associados às mesmas substâncias.

Possibilidade de produtos falsificados

A Anvisa alerta que as notificações mencionam nomes comerciais, mas parte dos casos pode envolver produtos falsificados ou manipulados. A venda dessas substâncias em farmácias de manipulação é proibida no Brasil — exceção feita à tirzepatida, em situações pontuais.

Risco já descrito em bula

As canetas pertencem ao grupo dos agonistas do GLP-1, que imitam um hormônio intestinal capaz de reduzir o apetite e auxiliar no controle da glicemia. A possibilidade de pancreatite aguda consta nas bulas de toda a classe terapêutica.

• A Novo Nordisk, fabricante de Ozempic e Saxenda, afirma que a reação adversa é sinalizada em seus materiais e recomenda acompanhamento médico contínuo.

• A Eli Lilly, responsável por Mounjaro, reforça que a inflamação do pâncreas é um evento incomum já descrito e orienta a suspensão do tratamento em caso de suspeita.

Situação internacional

No Reino Unido, um alerta semelhante foi emitido no início de fevereiro após 19 mortes suspeitas de pancreatite entre usuários de medicamentos da mesma classe, como Ozempic e Wegovy.

Medidas sanitárias

Com base nas notificações, a Anvisa passou a exigir a retenção da receita médica para a compra desses medicamentos e mantém a possibilidade de adotar novas ações regulatórias caso identifique riscos adicionais.

Médicos lembram que pacientes com obesidade ou diabetes — público-alvo das canetas — já apresentam maior predisposição à pancreatite, o que dificulta estabelecer a relação causal direta entre o fármaco e as complicações registradas.

Com informações de G1

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