O vice-presidente Geraldo Alckmin estuda não concorrer a nenhum cargo nas eleições deste ano se não for mantido como candidato a vice na chapa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), segundo relatos de pessoas próximas.
Aliados do ex-governador de São Paulo afirmam que ele se sente desconfortável com movimentações internas do PT e de assessores do Palácio do Planalto que articulam a substituição do atual vice por outro nome. Reservadamente, Alckmin expressa preferência por seguir na vice e descarta participar da disputa estadual em São Paulo.
Amigos do vice consideraram “deselegante” a declaração feita por Lula, durante um evento do partido, de que Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, teriam “missão” no cenário eleitoral paulista. Dirigentes petistas defendem que o vice se candidate ao governo paulista ou ao Senado.
Na terça-feira (10), o presidente nacional do PSB, João Campos (PE), reuniu-se com Lula para reiterar o desejo da legenda de manter Alckmin como companheiro de chapa. Mais cedo, o presidente do PT, Edinho Silva, declarou publicamente que a vaga continua reservada ao vice, caso ele queira.
Apesar do posicionamento formal do PT e das cobranças do PSB, auxiliares de Lula cogitam ofertar o posto de vice a um nome do MDB, na tentativa de ampliar o arco de alianças ao centro.
Com informações de G1
