O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Pablo Quirno, declarou nesta sexta-feira (6) que o acordo de comércio e investimentos firmado na véspera entre Buenos Aires e Washington está em conformidade com as normas do Mercosul.
“Tudo o que estamos fazendo em termos de acordos bilaterais é permitido dentro do tratado com os países participantes do Mercosul”, disse o chanceler, ao mesmo tempo em que defendeu maior flexibilidade no bloco sul-americano.
Como exemplo, Quirno comparou as negociações com os Estados Unidos, concluídas em pouco mais de um ano, ao entendimento entre Mercosul e União Europeia, que levou mais de 25 anos até a assinatura. “Não temos tempo a perder. Precisamos consolidar o crescimento da Argentina e não podemos desperdiçar um minuto”, afirmou.
Acordo Argentina-EUA
O Acordo de Comércio e Investimentos Recíprocos, assinado na quinta-feira (5), prevê redução ou eliminação de tarifas para diversos produtos, entre eles carne bovina e veículos. O texto também estipula o fim de licenças de importação não automáticas para mercadorias norte-americanas, adoção de padrões de propriedade intelectual e facilidades a investimentos dos Estados Unidos em áreas estratégicas como minerais críticos, energia e infraestrutura.
Mercosul-União Europeia
O tratado entre Mercosul e União Europeia, firmado em janeiro, foi encaminhado na mesma quinta-feira ao Congresso argentino para análise. Quirno destacou cláusulas que permitem a aplicação provisória do acordo após a ratificação de apenas um dos membros do Mercosul. “Quando a Argentina aprovar, a União Europeia pode aplicá-lo provisoriamente; à medida que os demais países do bloco ratificarem, juntam-se a essa ativação”, explicou.
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As autoridades argentinas sustentam que acelerar parcerias bilaterais é fundamental para impulsionar a economia nacional enquanto o entendimento mais amplo do Mercosul avança nos trâmites internos de cada país integrante.
Com informações de CNN Brasil