O ex-vereador Carlos Bolsonaro criticou duramente o esquema de segurança montado pela Polícia Federal durante a internação e cirurgia do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, no Hospital DF Star, em Brasília. Em postagem nas redes sociais no dia 25 de dezembro, Carlos classificou a mobilização policial como “absolutamente inacreditável e constrangedor”.
Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia para correção de hérnia inguinal bilateral no dia de Natal, procedimento que durou cerca de três horas e meia e transcorreu sem intercorrências, segundo a equipe médica. Esta é a oitava cirurgia do ex-presidente decorrente das sequelas do atentado sofrido em 2018. A internação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, com a condição de vigilância permanente da PF.
“O número de policiais mobilizados para acompanhar o procedimento e toda a movimentação ultrapassa qualquer limite que qualquer ser humano consideraria razoável”, escreveu Carlos. Ele também destacou restrições, como a proibição de entrada com celulares no hospital, e usou uma foto antiga do pai internado (de maio de 2025), já que novas imagens não foram permitidas.
Os médicos avaliam o quadro pós-operatório, incluindo crises persistentes de soluços, que podem exigir novo procedimento, como um bloqueio do nervo frênico. A previsão inicial de recuperação é de cinco a sete dias. Michelle Bolsonaro acompanha o ex-presidente no hospital, com visitas autorizadas para os filhos.
O desabafo de Carlos gerou repercussão nas redes, destacando o contraste entre a necessidade médica e as medidas de segurança impostas. Jair Bolsonaro cumpre pena desde novembro de 2025, após condenação relacionada aos eventos de 8 de janeiro de 2023. A PF não comentou as críticas.
O episódio reforça debates sobre tratamento de presos em situações de saúde e o equilíbrio entre segurança e humanidade. Qual sua opinião sobre o caso? Comente abaixo!