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Contagem preliminar indica Bhumjaithai à frente nas eleições gerais da Tailândia

Uma apuração inicial divulgada pela Comissão Eleitoral da Tailândia aponta o Partido Bhumjaithai, liderado pelo primeiro-ministro Anutin Charnvirakul, em primeiro lugar, com 15,15% dos votos válidos contados até a última atualização.

O levantamento em tempo real coloca o Bhumjaithai à frente do Partido Popular Progressista e do Pheu Thai, legenda que já comandou o país. Nenhuma das siglas, porém, aparece perto de conquistar maioria absoluta, cenário que sinaliza futuras negociações para formação de coalizão, a exemplo do que ocorreu em 2023.

Campanha e declarações

Na sexta-feira (6), durante comício na capital, Charnvirakul prometeu reposicionar a Tailândia como parceiro econômico ativo e rejeitou a imagem de “doente da Ásia”. “Se o Bhumjaithai voltar ao poder, meu governo jamais aceitará esse rótulo”, declarou.

Eleições antecipadas

O pleito foi convocado em dezembro, quando o premiê dissolveu o Parlamento para evitar uma possível moção de censura relacionada a mudanças constitucionais. À época, Charnvirakul ocupava o cargo havia apenas três meses, depois que a ex-primeira-ministra Paetongtarn Shinawatra foi destituída por decisão judicial por supostas falhas éticas.

A disputa ocorre em meio a tensões na fronteira com o Camboja. O chefe de governo tem usado o conflito para se apresentar como líder em tempos de guerra, buscando recuperar popularidade após críticas por enchentes mortais no sul do país e denúncias de corrupção envolvendo autoridades.

Principais concorrentes

Além do Bhumjaithai, concorrem:

  • Partido Popular Progressista, comandado por Natthaphong Ruengpanyawut, que defende reformas estruturais e conquistou o maior número de cadeiras na Câmara em 2023, mas foi impedido de formar governo por parlamentares conservadores;
  • Pheu Thai, apoiado pelo ex-premiê Thaksin Shinawatra, que sustenta um programa de revitalização econômica e propostas populistas, como distribuição de auxílio emergencial.

Pesquisas locais indicam que nenhum partido deve ultrapassar o limiar para governar sozinho, reforçando a expectativa de intensas conversas para composição de governo após a divulgação oficial dos resultados.

Com informações de G1

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