A Polícia Civil de São Paulo colheu depoimento de uma jovem de 18 anos que acusa o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, 68, de importunação sexual. O relato foi prestado em 14 de janeiro e descreve suposto abuso ocorrido no início deste ano, durante estadia na casa de praia do magistrado em Balneário Camboriú, Santa Catarina.
Segundo o documento, Buzzi convidou a jovem para entrar no mar em um ponto mais isolado da praia. Dentro da água, ele teria se aproximado, virado a vítima de costas, pressionado seu corpo contra o dele e tocado suas nádegas. Ainda de acordo com o depoimento, o ministro comentou que a achava “muito bonita” e, após a tentativa da jovem de se afastar, aconselhou: “Você é muito sincera, deveria ser menos sincera com as pessoas. Isso pode te prejudicar”.
A vítima afirmou que, depois de se desvencilhar, deixou o local sozinha, contou o ocorrido aos pais e a família decidiu encerrar a viagem, retornando a São Paulo. Ela relatou dificuldades para dormir, pesadelos frequentes e acompanhamento psicológico e psiquiátrico desde o episódio.
O inquérito tramita sob sigilo por envolver crime de natureza sexual. Como Buzzi possui foro por prerrogativa de função, o caso foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e comunicado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O ministro, no cargo desde setembro de 2011, nega a acusação. Em nota, sua defesa classificou como “inaceitável” qualquer julgamento antecipado, criticou supostos vazamentos e declarou confiar no devido processo legal, reservando-se a se manifestar “no momento oportuno” com apresentação de provas.
Imagem: imtunação sexual
Já o advogado da jovem, Daniel Bialski, afirmou esperar que o caso seja conduzido com rigor. A investigação é enquadrada como importunação sexual, crime que prevê pena de um a cinco anos de reclusão, conforme o Código Penal.
Com informações de G1