A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito para investigar suspeitas de gestão fraudulenta no Banco de Brasília (BRB). A apuração busca esclarecer possíveis irregularidades administrativas e financeiras que teriam ocorrido no âmbito da instituição, controlada pelo Governo do Distrito Federal.
Segundo as informações iniciais, o inquérito foi instaurado após o recebimento de relatórios e indícios que apontam para decisões de gestão consideradas atípicas, com potencial prejuízo financeiro. A investigação pretende identificar responsabilidades e verificar se houve violação da legislação que rege o sistema financeiro nacional.
De acordo com fontes ligadas ao caso, a PF irá analisar operações financeiras, contratos, concessão de créditos e atos de gestão praticados em determinado período. O foco é apurar se houve dolo, má-fé ou benefício indevido a terceiros, o que pode caracterizar o crime de gestão fraudulenta.
A investigação ainda está em fase inicial, e os envolvidos serão ouvidos ao longo do processo. Até o momento, não há confirmação de indiciamentos.
O Banco de Brasília informou, por meio de nota, que está colaborando com as autoridades, fornecendo documentos e esclarecimentos sempre que solicitado. A instituição afirmou ainda que confia na apuração dos fatos e reforçou seu compromisso com a transparência e a boa governança.
O crime de gestão fraudulenta é previsto na Lei nº 7.492/86, que trata dos crimes contra o sistema financeiro nacional. A pena pode chegar a até 12 anos de prisão, além de multa, caso as irregularidades sejam comprovadas.
Especialistas explicam que a abertura de inquérito não significa culpa, mas indica a necessidade de aprofundar a investigação diante dos indícios apresentados.
Com a instauração do inquérito, a Polícia Federal dará andamento às diligências, que podem incluir quebra de sigilos, perícias técnicas e oitivas de dirigentes e ex-dirigentes. O caso seguirá sob sigilo parcial para não comprometer as investigações.
O desfecho dependerá da análise das provas reunidas ao longo do inquérito, que poderá resultar em arquivamento ou no oferecimento de denúncia ao Ministério Público.